domingo, setembro 13, 2009

Barrichellicas

  • Da série "vocês vão ter que me engolir": minguaram os comentários dos internautas nos sites de notícias criticando o Rubinho Barrichello...
  • Por outro lado, nunca se viu tantos comentários elogiando o piloto. Onde estavam esses fãs durante todos esses anos?
  • Coincidência ou não, o Rubinho só começou a correr quando já não havia mais nenhum outro brasileiro na Fórmula 1. O que aumenta as suspeitas sobre aquela bendita mola em cima do Massa e, quiçá, sobre a armação do Nelsinho Piquet e da Renault...
  • Se Barrichello por acaso conseguir ser campeão do mundo, perde o posto de perdedor oficial, papel que coube ao Companheiro Lula durante anos...
  • O possível título de Barrichello deixa apenas um grande tabu a ser quebrado: uma conquista do Corinthians em uma competição internacional de verdade...

sexta-feira, setembro 11, 2009

Zorra total

Pode-se falar tudo do presidente venezuelano Hugo (tinha que ser o) Chavez. Menos que não seja espirituoso. Ao se encontrar com o rei espanhol Juan Carlos, o mesmo do famoso “por que no te callas?”, o caudilho (com o perdão da expressão clichê) não perdeu a chance de dizer que o rei deu uma de Fidel Castro ao deixar crescer a barba. Não, não se cale, Chavez, nem que seja para não perder a piada...

quarta-feira, setembro 09, 2009

Previsão do tempo

Em tempos de chuva, e de tempo escasso para atualizar o blog, fiquem com mais um vídeo do Cocoricó. E antes que alguém me pergunte, a resposta é sim, já conheço todas as músicas de cor...

sexta-feira, setembro 04, 2009

Curvas da estrada

Que me desculpem os caiçaras, mas neste feriadão pretendo engrossar a massa de paulistanos que, armada com seus carros e toneladas de bugigangas, invadirá as praias do litoral paulista.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Concorrência

Quem disse que os blogs estão mortos? O diário virtual do Companheiro Lula começou bombando, e chegou a sair do ar por conta do excesso de acessos. Problema que este S&P, felizmente, não enfrenta...

sexta-feira, agosto 28, 2009

Efeito borboleta

Havia prometido a mim mesmo que jamais usaria gravata novamente. Após o colapso da Gazeta e o convite para voltar à AE, primeiro como repórter de telecom e TI e agora como editor, achei que poderia abrir mão de uma vez por todas do apertador de pescoço. Até aceitaria usar um paletó ou disfarçar com um blazer, desde que o colarinho estivesse livre, leve e solto. Mas eis que a repórter do setor financeiro sai de férias e quem é escalado para cobrir as pautas dela? Resultado: tive de adiar o ritual de queima das gravatas, pelo menos por mais um mês...

terça-feira, agosto 25, 2009

Mordaça

Demorou, mas finalmente aconteceu: a firma onde trabalho bloqueou o acesso a este S&P. Ao tentar entrar neste já tradicional site de variedades político-sexuais para postar uma atualização, fui redirecionado para uma página da intranet da empresa, a qual me alertava da censura a sites “não confiáveis ou de conteúdo impróprio”.

Mas eles não conseguirão me calar! Pelo menos não por enquanto, já que o site do blogger não entrou na lista de bloqueados…

quinta-feira, agosto 20, 2009

Notas do subterrâneo

– A absolvição do senador José Sarney no Conselho de Ética foi cantada em verso e prosa pelos jornais. Mas por que poucos se lembraram de mencionar a pizza tucana sabor Arthur Virgílio?

– Por que será que não consigo acreditar nesse gesto de indignação do senador petista Aloizio Mercadante depois que o partido ajudou a enterrar os processos contra o Sarney?

– Falando em Sarney, agora entendo porque a Academia Brasileira de Letras resolveu dar a ele o título de imortal...

– Alguém aí tem um exemplar de Marimbondos de Fogo para emprestar? Brincadeira...

– No atual estado das coisas, nem o São Paulo do craque Richarlyson conseguiria vencer o Sarney...

terça-feira, agosto 18, 2009

Técnicas de negociação

– Tire a roupa – ele disse, sentado na beira da cama de frente para a garota, os olhos na altura dos quadris dela. Não havia romantismo no gesto, tampouco desdém, talvez quisesse apenas demonstrar naturalidade e confiança.

– Você primeiro – ela respondeu, encarando-o de pé e com um ar de superioridade.

Ele não esperava a reação, e o fato de se ver nu diante da garota ainda vestida passou a atormentá-lo. Tentou beijá-la e arrancar-lhe as roupas, mas ela parecia inflexível: não avançaria enquanto não cumprisse as ordens dela.

Permaneceram no impasse por mais alguns minutos, até chegarem a uma espécie de acordo não-declarado: cada um se despia de modo intercalado, uma peça por vez. Até chegar o momento final, em que se encontraram somente com roupa íntima.

– E agora, o que vai ser? – ela perguntou, em tom de desafio.

Ele pensou em ceder, mas no ponto em que estavam parecia tarde demais para voltar atrás.

– Ou você tira primeiro ou ficamos aqui – arriscou.

– Resolveu endurecer, é?

Ele olhou para baixo, abriu um sorriso, e respondeu:

- É, já não era sem tempo...

segunda-feira, agosto 17, 2009

Gomes lá

Para quem não quer saber de Dilma ou Serra e tampouco Marina Silva, este S&P propõe a solução: lançar a candidatura de Ricardo Gomes para a Presidência da República em 2010!!! Se o ex-zagueiro da seleção arrumou o problemático time do São Paulo em menos de dois meses, imagine o que ele não pode fazer no lugar do Companheiro Lula?


Classificação S&P:
Ricardo Gomes: sobe de "C" para "B+"

sexta-feira, agosto 07, 2009

Belas e sujos

Quem disse que Brasília vive apenas dos dedos sujos de Renan Calheiros e Tasso Jereissati? Enquanto os políticos ficam se digladiando nas favelas do senado, tem gente disposta a trabalhar. É o caso da diretora do Departamento de Proteção Econômica (DPDE), Ana Paula Martinez, que determinou a quebra do contrato de exclusividade entre Visanet e Visa. Nem preciso dizer que já estou do lado dela nessa briga, a menos que a Visanet conte com um time de executivas tão competentes quanto Ana Paula...

Classificação S&P:
Ana Paula Martinez: "A"

quinta-feira, agosto 06, 2009

Minha gente

E o Collor, hein? Lembrou o caçador de marajás dos velhos tempos. Para as crianças menores de 20 que insistem em ler este S&P, Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto no Brasil após a ditadura militar. Isso lá pelos idos de 1989. Com um jeitão de galã e um discurso de combate à corrupção, cujo símbolo eram os funcionários fantasmas que recebiam altíssimos salários, Collor virou um fenômeno popular quase tão expressivo quanto (pasmem) a Mallu Magalhães.

A festa, porém, não durou muito tempo. O ex-presidente sofreu um processo de impeachment sob a acusação de ser beneficiário de um esquema de caixa 2 montado pelo tesoureiro de campanha, Delúbio... ops, quer dizer, Paulo César Farias. Depois de ficar oito anos sem poder concorrer a cargos públicos, Collor voltou à mamata como senador por Alagoas. Mas ninguém havia notado muito a presença dele até esta segunda-feira, quando fez uma defesa inflamada, bem ao estilo dele, de José Sarney, o mesmo a quem criticava com o mesmo fervor anos atrás.

Classificação S&P:
Fernando Collor: Por ter voltado aos holofotes, sobe para "C-"
José Sarney: Parece mesmo que vai sobreviver, mas fica com "D"
Mallu Magalhães: Quem? "C"

terça-feira, agosto 04, 2009

Passarinho

Acho engraçado esse comportamento em manada do mundo virtual. Mais de uma pessoa já veio me perguntar QUAL o meu twitter, antes mesmo de saber SE eu tenho um. Talvez seja pelo meu perfil mais ou menos interado com as novidades. Afinal, aderi sem pestanejar à moda do orkut e do blog.

Para dizer a verdade, estava pronto para esculhambar esse negócio de ficar escrevendo notinhas de 140 caracteres, a maioria delas ininteligível para não iniciados, até entender que objetivo do twitter é esse mesmo: transformar a internet em uma zona. Se isso é bom ou ruim eu ainda não sei, mas atrás desse trio elétrico eu não vou, pelo menos por enquanto. Afinal, já tenho pendências online suficientes para cuidar, a começar deste S&P...

domingo, agosto 02, 2009

Más companhias

Foto - 1 ano sem Plínio Marcos no Gighetto

A passagem do tempo parece ter feito bem para esse pessoal aí em cima. A foto por tirada por Edson Lima há nove anos, durante um evento no Gigetto que lembrava um ano da morte de Plínio Marcos. Em meio à desordem da mesa - e anos antes de conquistarem o mundo - estão os jovens Javier Contreras, roteirista e escritor (finalista do prêmio SP de literatura deste ano); o diretor, roteirista, ator e produtor de cinema Gustavo Brandão; o jornalista e dublê de escritor Vinícius Pinheiro; e os na época já consagrados poetas Miró e Fred Maia.

segunda-feira, julho 27, 2009

Loki

Acabo de descobrir que sofro de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Ao contrário do rei Roberto Carlos, ainda consigo cantar (e escrever) "Que Tudo Mais Vá Pro Inferno", embora a minha paranoia também seja musical: eu simplesmente não consigo desligar o rádio enquanto toca uma música, a menos que seja muito ruim. Foi o que aconteceu nesta manhã, quando permaneci no carro estacionado por pelo menos cinco minutos até o fim da canção que tocava na rádio, mesmo estando atrasado para o trabalho (pra variar). E ainda precisei de agilidade para desligar o aparelho antes do início da próxima música.

Até o momento, o distúrbio não me causou nenhuma consequência mais grave além da impontualidade nos compromissos e uma ameaça de divórcio. Por via das dúvidas, a partir de agora evitarei deixar o rádio ligado momentos antes de sair de casa...

quinta-feira, julho 23, 2009

Sarna

O Companheiro Lula recebeu uma saraivada de críticas porque disse ontem, na posse do novo procurador-geral da república, que o Ministério Público deve levar em consideração a biografia dos investigados, em uma referência clara ao gênio da literatura e senador nas horas vagas José Sarney. Será que ninguém percebeu a ironia? Se realmente alguém levasse em consideração a biografia do Sarney na hora de investigá-lo, o autor de Marimbondos de Fogo já estaria preso há muito tempo...

terça-feira, julho 21, 2009

Marketing literário

Da série "livros que eu jamais gostaria de ter escrito, mas invejo o título", o best seller Quem Me Roubou de Mim?, do padre Fabio de Melo, é o meu favorito. Se um bom título ajuda ou não a vender eu não sei, mas o fato é que o livro se encontra há 34 semanas na lista de mais vendidos na categoria autoajuda. Os títulos dos livros de autoajuda, aliás, costumam ser excelentes, embora o melhor de todos neste momento seja a biografia do grande goleiro tricolor Rogério Ceni: Maioridade Penal. Brilhante.

segunda-feira, julho 20, 2009

Eclipse

É incrível ver quanta gente realmente acredita que o homem não pôs os pés na lua, 40 anos depois do "pequeno passo" de Neil Armstrong. Eu mesmo tive lá minhas dúvidas anos atrás, nos tempos de faculdade, época em que nada o que os norte-americanos faziam prestava (embora de vez em quando eu não resistisse a um Big Mac). Foi quando um amigo derrubou todos os meus argumentos usando do meu próprio veneno comunista: "se o homem realmente não pisou na lua, por que os russos, na época os maiores interessados no fracasso dos EUA, não denunciaram a fraude?"

Recomendo a todos o especial que o portal do Estadão preparou para lembrar a agora quarentona missão Apolo 11.

terça-feira, julho 14, 2009

A Fazenda

Depois da onda do Palavra Cantada, quem domina as paradas de sucesso aqui em casa agora é o Cocoricó. O André não se cansa de assistir aos DVDs da série da TV Cultura, em especial o de clipes. Se o posto de Renato Russo da criançada já pertence ao Paulo Tatit, do Palavra, as canções cheias de trocadilhos de Hélio Ziskind – o compositor por trás das vozes de Júlio, Alípio e Cia – estão mais para algo como Engenheiros do Havaí mirim (da boa fase). Assista ao clipe umas três vezes e tente não ficar com a música martelando na cabeça, se for capaz...

Classificação S&P:
Palavra Cantada: “A”

sábado, julho 11, 2009

Safra XXI

Duas leituras sobre as quais gostaria de ter comentado há muito tempo, e que se encaixam com perfeição neste post:

Imóbile - Classificação "A-"
Elogiar o romance de estreia de Javier Arancibia Contreras ficou fácil agora que se tornou finalista do Prêmio São Paulo de literatura. Mesmo que não seja o ganhador dos R$ 200 mil da premiação, não é necessário ler mais que algumas páginas para perceber que o autor, ao contrário da grande maioria dos novos escritores, tem uma história a contar, o que já o coloca milhas à frente dos demais. Amigo de Contreras, tive a oportunidade de ler uma das versões preliminares do romance. E constatei, com agradável surpresa, que o resultado publicado pela Editora 7 Letras – depois das intermináveis revisões que marcam esse torturante ofício de escritor – ficou ainda melhor.

Sobre o livro, basta dizer que se trata da história de um homem amargurado. Pelo passado que desconhecia e lhe é descortinado à força, pela morte da tia que o criou, pelo calor da cidade litorânea onde vive e é descrita no romance com maestria, pela rotina sem perspectivas e, por fim, pela impossibilidade (ou imobilidade, se preferir) de se confiar no destino e nas escolhas que se faz. Um existencialismo que se encaixa com perfeição aos tempos de crise que atravessamos...

 

Cordilheira - Classificação "D+"
Eu não conheço Daniel Galera e, portanto, só tive a oportunidade de ler a versão final do novo livro do jovem autor, considerado uma das promessas da nova geração, enviada à imprensa pela Companhia das Letras. Se tivesse lido antes da publicação, teria sugerido a ele que reescrevesse ou simplesmente jogasse no lixo essa história de uma escritora cujo livro de estreia é um grande sucesso, mas ela o renega, pois o que deseja mesmo é ser mãe. Enquanto não arruma alguém que faça o trabalho de fecundá-la, vai à Argentina participar de uma feira literária, onde conhece um bando de escritores que concebem uma espécie de seita na qual vivem as histórias contadas nos próprios livros.

Um resumo desse tipo pode parecer ridículo, mas a íntegra do romance consegue ser pior. Galera só acerta onde eu achei que ele erraria, na narração feminina, que, se não é brilhante, consegue ao menos ser crível. Uma pena, pois o autor do bom Mãos de Cavalo tem potencial para muito mais.