terça-feira, abril 08, 2008

Presente do pretérito

De repente, me vejo aos 30 anos vivendo uma rotina tão ou ainda mais massacrante do que nos tempos de universidade, época em que, sei lá como, consegui me dividir entre os estudos em Santos e o trabalho em Sampa. A diferença é que naquele tempo eu ainda não tinha um blog.

sábado, abril 05, 2008

Mais do Franco

Atendendo a (poucos) pedidos, decidi publicar uma sinopse do meu novo romance - Regressão - as vidas passadas de Alberto Franco. Não sei se será publicado um dia, mas devo dizer que, na humilde opinião deste escriba, é um sucessor à altura de O Roteirista...

O protagonista de O Roteirista – uma fábula vulgar está de volta, mas que ninguém espere uma continuação neste novo romance de Vinícius Pinheiro. Em Regressão – as vidas passadas de Alberto Franco, o autor mergulha seu personagem-fetiche em uma trama repleta de reviravoltas e radicaliza as experiências metalingüísticas, que vão da Odisséia a Matrix, sempre no tom de comédia característico do escritor.

Franco ressurge como um errante vendedor de planos de saúde, que graças à habilidade de escrever bem ganha a oportunidade de ingressar na carreira de jornalista. Pouco depois de se estabelecer na nova profissão, conhece Clara, o fio condutor e "fio da navalha" de Regressão. Graças à jovem atriz e dubladora de filmes “B”, o eterno roteirista é convidado a fazer a adaptação de um livro desconhecido para o cinema.

Em pouco tempo, Clara decide se mudar para a casa de Franco. O problema é que o apartamento onde mora é compartilhado com três amigos: o excêntrico e recluso Nélio, o encostado Renato e o crítico cultural Daniel, responsável por conseguir o emprego de Franco no jornal onde trabalha.

O romance é permeado ainda pelos ares esotéricos de uma vidente onipresente chamada Carmem, que conduz o protagonista em uma duvidosa terapia de regressão. Enquanto isso, os encontros e, principalmente, desencontros de Franco e Clara se desenrolam nas coxias teatrais, quartos de motel, sets de filmagem, até culminarem em teorias conspiratórias e no apoteótico final.

Toda a história é relatada pelo próprio Franco a um interlocutor oculto, à primeira vista confundido com o próprio leitor. Um ingrediente a mais na efervescente geléia literária, que reserva pequenas surpresas e referências inesperadas aos paladares mais apurados.

terça-feira, abril 01, 2008

Exercício metalingüístico

Pensei em escrever um post de mentira apenas para aproveitar a efeméride. Porém, como o dia passou voando, com muito trabalho e direito até a tiroteio na frente do meu prédio (isso é verdade!), acabei desistindo da idéia.

Ou não. Afinal, se tivesse mudado de idéia, este post não poderia ter sido escrito, certo?

domingo, março 30, 2008

Tráfego

Hoje, levei O Caçador de Pipas ao supermercado, para ler na fila do caixa enquanto esperava a minha vez de pagar pelas compras do mês. Incrível essa flexibilidade que os best sellers nos dão. Mais um pouco e começo a deixá-lo no carro, para os dias de maior aperto no trânsito...

Mas o livro desta vez não contribuiu em nada para minha socialização ao ambiente. Pelo contrário. A minha distração entre as páginas do novelão afegão rendeu insultos nada amistosos de um cidadão posicionado atrás de mim. Apenas porque demorei um pouco em empurrar o carrinho depois que a senhora à nossa frente passou as compras dela pelo caixa.

E não foi o único incidente pelo qual passei no estabelecimento. Em mais um episódio típico paulistano, um outro cidadão teve um surto de cólera só porque coloquei um produto de limpeza, por engano, no carrinho dele. De pouco adiantou tentar esclarecer a confusão, o cara só ficava mais nervoso e, por pouco, não me agrediu com um engradado de detergente.

Cansado - e um tanto perplexo -, me pus a tentar entender o pensamento dessa gente. Que o fato de eu demorar alguns segundos para preencher o espaço vazio à frente na fila do caixa irá amenizar a tortura de aguardar pela vez de ser atendido? Ou que existem pessoas especializadas em colocar suas compras no carrinho dos outros com o único intuito de prejudicá-las?

terça-feira, março 25, 2008

Caça e caçador

Nada como se sentir integrado ao ambiente. Hoje, ao tomar o ônibus rumo ao trabalho, resolvi matar o tempo com meu exemplar (emprestado) de O Caçador de Pipas. Sim, eu sou uma das cinco pessoas que ainda não leram o best seller do Khaled Housseini.

Em pouco tempo, antes mesmo que pudesse virar a primeira página, notei vários olhares - todos eles bem intencionados - na minha direção, um deles de uma senhora que sustentava nas mãos Onde Está Teresa, o último (eu acho) da Zíbia Gaspareto (incrível como sempre existe alguém lendo a Zíbia no ônibus, parece até jogada de marketing). Um rapaz chegou a puxar papo comigo, dizendo que O Caçador era um dos melhores livros que ele já tinha lido e que eu certamente iria gostar muito.

De fato, adorei a recepção calorosa, porém mais tarde acabei por ficar com uma dúvida um tanto amarga: será que a recepção seria a mesma se, em vez de O Caçador de Pipas, eu tivesse aberto em pleno coletivo um exemplar de O Roteirista?

sábado, março 22, 2008

Referência

Dostoievski? Machado? Hemingway? Faulkner? Joyce?

Está certo, eles também foram grandes influências. Mas nada que se compare a esta aqui:

quarta-feira, março 19, 2008

Tudo igual

Faz tempo que não escrevo nada sobre política aqui. Também pudera. Ao ler o notíciário hoje em busca de "inspiração", me deparo com os seguintes assuntos:

- Eleição para Prefeitura de SP - nenhuma novidade nos últimos seis meses. Alckmin Picolé de Chuchu briga pela indicação tucana contra o "companheiro" Serra e o demo Kassab;

- CPIs - O governo Lula adotou uma estratégia bem eficiente do que o do magnânimo FHC: em vez de enterrá-las, deixa que os deputados e senadores façam isso por si próprios;

- Eleições 2010 - Pelo menos acabaram com o papinho furado do terceiro mandato do Companheiro Lula. Fora isso, nada de novo no front, a não ser a "mãe do PAC" Dilma, pensando que tem alguma chance, coitada.

- Reforma tributária - Ha Ha Ha...

domingo, março 16, 2008

Tabu

Para aqueles que acreditam em "sinais": perdi minha invencibilidade em plantões. Pela primeira vez em sete anos, o São Paulo foi derrotado enquanto eu trabalhava. Está certo, houve o apito amigo, o péssimo estado do gramado, algumas atuações bisonhas da equipe... Bom, melhor não reclamar, afinal amanhã estaremos aqui (na redação) novamente, eu espero.

Literação

Existem livros bons e livros ruins. Livros que você reconhece como bons, mas por motivos pessoais não gosta. Livros que reconhece como ruins, mas que você não consegue não gostar. Livros pretensiosos e ruins, livros pretensiosos e bons. Livros ruins, mas bem escritos, livros bons, mas sem grande rigor estilístico. Existe ainda uma infinidade de outras combinações de adjetivos, mas creio que o leitor deste S&P já entendeu aonde eu quero chegar.

Pois bem. Os Detetives Selvagens, tijolão de 620 páginas do escritor chileno Roberto Bolaño, encontra-se na categoria de “livros com os quais me identifico”. Faz tempo que uma história não me pegava tão em cheio, embora sempre em romances tão longos como esse tem-se a impressão de que um ou outro trecho poderia ser suprimido sem prejuízos à trama.

O livro divide-se em três partes: a primeira e a terceira compõem fragmentos do diário de Juan Garcia Madero, jovem poeta mexicano de 17 anos que se integra a um movimento literário chamado realismo visceral. E a segunda traz os chamados Detetives Selvagens do título. Essa parte é composta de depoimentos de outros personagens, que dão pistas, muitas delas confusas e conflitantes, sobre o destino de outros dois poetas: Arturo Belano e Ulisses Lima.

Para quem gosta de ler e, principalmente, gosta de literatura, trata-se de uma obra altamente recomendável. Porém, a falta de respostas conclusivas a várias das questões ao longo do romance talvez afugente quem não aprecia muito esse tipo de obra, conhecida nos meios acadêmicos como “clarqueana”.

Classificação S&P:
Os Detetives Selvagens: “A-”

quinta-feira, março 13, 2008

Ficçãozinha

Após a palestra na universidade, ontem, a bela aluna veio na minha direção e foi direta:

- Vinícius, vi que no seu livro, na orelha, você se definecomo “apenas um cara ciumento”. Agora, me diga uma coisa: você é fiel?
- O quê? Quero dizer... sou sim. Claro que sou, oras! Por que a pergunta?
- Nada. Só queria testar a sua reação.

terça-feira, março 11, 2008

Oráculo

Fui convidado para dar uma palestra amanhã na universidade em que formei. A idéia, segundo o professor que me convidou, é conversar com os alunos sobre a importância do texto e o trabalho como jornalista. É claro que vou aproveitar para dar uma palhinha e fazer a boa e velha propaganda de O Roteirista. O difícil vai ser me animar para falar da profissão nesse momento tão turbulento que passo na redação.

sexta-feira, março 07, 2008

Afaste-se da luz

Se os meus primeiros dias na nova função profissional pudessem ser comparados a um filme, este seria uma mistura entre Rambo e Poltergeist. E isso não é uma piada.

terça-feira, março 04, 2008

Réquiem para um blog

Devo dizer que este S&P está mais uma vez ameaçado de "descontinuidade", para usar um jargão jornalístico ridículo. Dei início ontem à tarde às minhas novas atribuições e, pelo visto, não sobrará muito tempo para atividades "extracurriculares". E, na escala de prioridades deste vosso humilde escriba, atualizar o blog encontra-se atualmente entre as últimas posições, apesar de fazê-lo com muita satisfação. Não se trata de uma decisão tomada, e pode ser que a minha primeira impressão sobre os novos tempos tenha sido sombria demais. Aguardem pelos próximos capítulos (tomara que eles venham)...

segunda-feira, março 03, 2008

Premonição

Não, eu não morri. Mas o tal do sonho da mulher do meu colega revelou-se um intrigante presságio. Naquela mesma quinta-feira, peguei uma gripe que me deixou fora de combate todo o fim de semana e recebi o convite da chefia para integrar uma nova editoria, responsável pela edição de um portal de investimentos pessoais. Boa sorte para mim!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Hora do pesadelo

Fui recepcionado no trabalho por um colega, com quem tenho pouca afinidade. Ele me abordou com um ar sombrio e a expressão fechada:

- Minha mulher sonhou com você esta noite.

Minha reação, como era de se esperar, foi de total perplexidade. Inclusive demorei para me lembrar quem era a mulher do dito cujo. Eu mal a conhecia e, portanto, não compartilhava de um grau de intimidade suficiente a ponto de protagonizar um sonho.

Antes que eu pudesse explicar o inexplicável, inclusive para mim, ele completou, lacônico e dando-me as costas em seguida:

- Achei que você precisava saber. Ela sonhou que você estava morto.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Futuro best seller

A quem interessar possa: finalmente concluí a revisão do meu novo romance. Quer dizer, esse processo nunca acaba, mas acho que cheguei num ponto que considero satisfatório. O livro se chama Regressão – as vidas passadas de Alberto Franco. Como já entrega o título, o protagonista de O Roteirista está de volta. Os detalhes sobre a história estão em uma sinopse que enviei à editora e publicarei aqui oportunamente. Por enquanto, fiquem com um trecho do romance:

Você deve imaginar como me senti: ludibriado, à primeira vista, ao me deparar com a figura dela, a brincar entre os cubos de gelo do drinque transparente com o canudo colorido, o biquinho no formato de um beijo cerrado, os dedos pequenos e os olhos concentrados na tarefa. Ludibriado, pois a cena não passava de uma fraude, ela notara minha presença segundos antes e esforçava-se em chamar a minha atenção de forma premeditada. Ludibriado, e eu quase podia adivinhar seu nome, se ela não se antecipasse e soletrasse uma a uma as letras, C-L-A, formando uma pequena onda de calor e saliva nos lábios antes da segunda e derradeira sílaba, R-A.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Bafômetro

Juliana e eu saímos neste fim de semana para a nossa primeira balada desde o nascimento do André. Fomos à festa de aniversário de uma amiga, daquelas que simplesmente não se pode perder. Foi tudo ótimo, do local à seleção musical, embora meu humor tenha oscilado bastante durante a noite...

Na chegada...
Juliana: Olá, Fulano(a)! Este é o Vinícius.
Fulano(a): Oi, Vinícius! A Juliana fala muito de você.
Vinícius (imóvel): Ah...
Fulano(a): E o livro, como andam as vendas? Me contaram que o lançamento foi um sucesso...
Vinícius: É.
Fulano(a): Ela me contou que você cobre economia e mercado financeiro. Uma loucura, não?
Vinícius: hum-hum.

Duas taças de pró-seco depois...
Vinícius (gesticulando): Sabe, Fulano(a), O Roteirista é uma metáfora da sociedade que valoriza a imagem acima de tudo, mas escrito de uma forma leve, sem o tom rancoroso que costuma marcar esse tipo de romance. Na verdade, trata-se de uma comédia acidental, com uma narração que oscila entre o trágico e o vulgar. Não é à toa que eu concentro todas as referências do personagem em situações supostamente fora do escopo...

Mais duas doses de uísque red label depois...
Beatles: "Well, shake it up baby now!"
Vinícius (dançando): Shake it up baby…
Beatles: "Twist and shout!"
Vinícius: Twist and shout…

Mais uma dose de caipirinha com gengibre depois...
Vinícius (irritado): É claro que eu tenho condições de dirigir! Tá achando que eu bebi demais? Ora, eu não estou falando alto, é a droga dessa música que me deixa surdo. Não, eu não vou te dar a chave do carro...

Para resumir a história, pouco antes de sairmos da festa os anfitriões distribuíram picolés aos convidados, o que contribuiu para elevar um pouco o nível de glicose na minha corrente alcoólica e impedir um vexame. E, não, eu não dirigi de volta para casa naquela noite.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Reticências

A mulher ia de um lado para o outro com um único propósito: chamar a minha atenção. Negra, alta (muito alta) e bela (inebriante). Eu mal podia vê-la, mas sabia que ela acompanhava todos os meus movimentos. Ambos estávamos ali a trabalho: eu cobria a palestra de um executivo, ela recepcionava os convidados, que um a um se desmanchavam ao encará-la de frente.

Enquanto o burocrata falava, e eu anotava de modo febril, comecei a enxergar o mesmo discurso proferido pela boca dela, a qual eu apenas idealizava: sólida, levemente úmida e camuflada por uma espessa camada cosmética. Depois, aproveitando-me da proximidade imaginada, percorri-lhe o resto do corpo, até perder o controle em algum lugar próximo à virilha e me espatifar contra o solo.

Teria sido mais simples lidar com a situação se pudesse compartilhar meus sentimentos com quem estivesse por perto. Ao meu redor, porém, somente jornalistas fêmeas, indiferentes ao pecado que nos rondava. Tentei, então, ignorar os apelos da mulher por conta própria e me concentrar no trabalho: escrever, escrever, escrever. Porém, sem que eu percebesse, os sujeitos, verbos e predicados começavam a tomar forma no pequeno bloco de anotações e pareciam chamar por ela.

Não, havia de ser somente mais uma ilusão provocada pelo colarinho enforcado pela gravata e o calor do paletó no ambiente asfixiado. Pois se as palavras realmente tivessem voz, na certa ficariam surdas e mudas, como eu fiquei no momento em que ela veio até mim e revelou.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

A culpa é do Fidel

“Não consigo mais. Eu peço desculpas, mas não consigo mais...”

Com graves problemas de saúde, El Comandante (ou “Coma Andante”, para os engraçadinhos de direita) Fidel Castro anunciou a aposentadoria depois de módicos 49 anos na “presidência” de Cuba. A verdade é que o controvertido líder esquerdista já deveria ter pedido para sair há muito tempo, há uns 45 anos, para ser mais preciso. Uma pena que ele tenha dado o gostinho da vitória aos EUA justamente no governo do tio Bush...

Classificação S&P:
Fidel Castro: "D+" (deixaremos a história dar seu veredicto...)

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Desejo proibido

A confusão da volta das férias foi tamanha que até esqueci de relatar minhas impressões sobre o filme Desejo e Reparação, um dos fortes concorrentes ao Oscar deste ano e minha última incursão ao cinema. E se me esqueci foi com certeza porque não se tratava de grande coisa. Vamos aos pontos:

Chatice – Sabe aqueles filmes que forçam a barra para parecerem mais densos do que realmente são? A carapuça serve perfeitamente em Desejo e Reparação. Tudo conspira para tornar a atmosfera pesada, como prenúncio da pequena catástrofe que mudará para sempre a vida de todos os envolvidos na história... Ora, se eu quiser assistir a um dramalhão nem preciso sair de casa, basta sintonizar na novela. Classificação S&P: “B”

Livro – O filme é uma adaptação do romance Reparação, de Ian McEwan. Pelo que se fala, o livro é uma pequena obra-prima. A trama de fato tem algo de brilhante, mas que só aparece de relance durante as duas horas de projeção. Tive a sensação de que o filme não chega aos pés do original, mesmo sem tê-lo lido. Classificação S&P: “A-”

Keira – É o corpo (principalmente) e a alma do filme. Como atriz, Keira Knightley continua muito fraca. Mas quem se importa? Nesse sentido, devo reconhecer que o diretor foi bem esperto e procurou, sempre que possível, encher a tela com a presença da belíssima, maravilhosa, estonteante, tentadora, admirável, arrebatadora... do que eu estava falando mesmo? Classificação S&P: “A+”


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Chuchu Highlander

Quem considera o companheiro Lula um mau articulador político, com certeza não conhece José Serra. Principal pré-candidato tucano à vaga de inquilino do Palácio do Planalto em 2010, o governador de SP amargou uma grande derrota interna com a eleição do xará José Aníbal para a liderança do PSDB na Câmara.


E que raios essa votaçãozinha tem a ver com a corrida presidencial? Elementar, meu caro leitor. A estratégia de Serra para chegar ao lugar de Lula inclui um acordo com os Demos (ex-PFL), que já deixaram claro que vendem o apoio em troca de uma forcinha do governador para reeleger o asséptico Gilberto Kassab prefeito de Sampa.

Com a perda do controle da bancada, Serra pode ter que tirar o tucaninho da chuva, pois a vitória de Aníbal fortalece o grupo ligado a Geraldo Alckmin. Relegado ao ostracismo após a derrota nas eleições de 2006, o eterno picolé de chuchu deseja ressurgir das cinzas elegendo-se prefeito da capital paulista. Todas as pesquisas indicam que ele atropela Kassab e vai embora sem prestar socorro.

A demonstração de fraqueza do governador de SP também deu munição ao colega carioca, quer dizer, mineiro, Aécio Neves. O sobrinho do Tancredo também cobiça a vaga tucana em 2010 e mostrou que sabe comer pelas beiradas. E não me refiro a modelos, atrizes ou candidatas a miss Brasil...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

S&P recomenda

Não é apenas um livro. Em Anjos de Barro, o jornalista José Maria Mayrink, que também é meu sogro - ou melhor, eu é que sou genro dele -, tece uma grande reportagem a respeito de crianças e jovens com deficiência. Escrito na década de 1980, trata-se de um relato atemporal, assim como todos os dramas humanos. Após muitos pedidos de reedição, Mayrink - também autor de Solidão, Filhos do Divórcio, 3 x 30 e Vida de Repórter - optou por liberar o download de graça no site da editora Geração.

Clique aqui para baixar

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Quero ser Warren Buffett

Deve ser muito bom ser Warren Buffett. O megainvestidor fez o que nem o presidente Bush conseguiu: dar um jeito no péssimo humor do mercado financeiro. Para isso, bastou anunciar um plano para tentar ajudar as seguradoras de bônus nos EUA. E o que isso quer dizer? Pouco importa, o mais importante é o valor da conta: US$ 800 bilhões. Quem dá mais?

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A prova

Uma polêmica que surgiu no mundinho fashion do mercado financeiro. Primeiro, falou-se que os países emergentes, entre eles o Brasil, haviam se descolado da crise que atinge a terra do tio Bush. Após o pessimismo geral que tomou conta dos investidores durante as minhas férias, alguns entendidos no assunto voltaram atrás e chamaram o fenômeno que arrastou todo mundo bueiro abaixo - incluindo os "descolados" emergentes - de “recolamento” (ou recoupling, no bom e velho inglês). E o que dizer da bonança de hoje que leva a Bovespa a subir quase 3%? Será que alguém ainda é capaz de duvidar do Efeito Vinícius?

domingo, fevereiro 10, 2008

Vida de gado

Aqui estou eu, feliz e saltitante (trata-se de uma ironia, não de viadagem...), para mais um plantão jornalístico. Não adianta nem tentar escapar, faz parte de uma espécie de pacote de volta das férias. Mas para os supersticiosos como eu, um alento: hoje tem jogo do São Paulo e nunca vi meu time perder aqui da redação...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Cultuado

Menos, Vinícius, menos... Mas uma boa notícia, enfim. O Roteirista ganhou uma pequena, mas consistente e elogiosa crítica na revista Cult. Se não servir para vender mais, a resenha ao menos dará algum prestígio ao meu prezado romance. Só Deus e os leitores deste S&P sabem como tem sido difícil arrancar um espaço para a divulgação do livro...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Deixe sangrar

Essa história da farra dos cartões corporativos no governo vai render um bom barraco, do jeito que este S&P gosta. Os parlamentares da base lulista deram um golpe certeiro na oposição ao apresentarem um pedido de CPI para investigar a gastança desde a gestão FHC. Será que os tucanos vão concordar em ver exposta em praça pública a fatura do cartão usado pelo magnânimo sociólogo e gênio da raça?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Imagem e ação

That's all folks. Hoje é meu último dia de férias. Não viajei e quase não botei os pés fora de casa. Pode parecer chato para muitos de vocês. Mas, acreditem, nenhuma viagem me traria a alegria que o carinha da foto abaixo me proporciona...


Nota... dez!

A mania é só minha ou alguém mais gosta de assistir à apuração das notas das escolas de samba, mesmo sem ter visto nada do desfile?

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Objeto de desejo

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O pessoal do banco anda me ligando para oferecer um aumento no limite do meu cartão de crédito. Mas nada que chegue aos pés dos R$ 13 mil por mês gastos pela ministra Matilde Ribeiro. E tenho certeza de que ela ainda não paga anuidade! Agora entendo por que o governo precisava tanto dos recursos da CPMF...

Classificação S&P:
Matilde Ribeiro: "D"
(talvez tenha sido a primeira ação da ministra a ganhar destaque na imprensa...)

terça-feira, janeiro 29, 2008

Cores e nomes

Uma bobagem, apenas para registro. É que aqui na vizinhança existe uma loja, daquelas que vende de tudo, com um nome que considero sensacional: A Prestativa. Esse artigo definido é simplesmente brilhante! Tenho certeza de que a solução para todos os problemas dos clientes do estabelecimento encontra-se em uma daquelas prateleiras cheias de quinquilharias...

Em compensação, bem perto da loja A Prestativa, existe uma papelaria chamada Segurança. De tão ridículo, até pensei em usar esse nome em alguma das minhas histórias. Mas não. A papelaria Segurança não vale mais que um post deste S&P...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Funcionário do ano

Não sei quanto a vocês, mas eu faço o tipo certinho no trabalho, daqueles que evita usar os recursos da firma para resolver problemas pessoais. Tá bem, eu confesso que imprimi uma ou duas versões preliminares de O Roteirista na redação. Mas agora, depois dessa megafraude de quase 5 bilhões de euros (!!!) provocada pelo bonitão da foto ao lado ao banco francês Societé Generale (o nome do banco tem mais acentos, mas eu não tenho a menor idéia de onde eles ficam), qualquer pecado profissional cometido por um de nós fica automaticamente perdoado. Obrigado, Jérôme Kerviel!

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Mil e uma noites

Depois da soja, do minério de ferro e dos aviões da Embraer, nosso mais novo produto de exportação chama-se Eduardo Suplicy. O ilustre senador petista foi convidado para ir ao Iraque falar sobre, adivinhem, renda mínima. De quebra, ainda brindou a audiência com a já clássica interpretação da canção Blowin'n in the Wind, de Bob Dylan.

No entanto, fontes diplomáticas revelaram a este S&P que o objetivo da viagem do senador foi outro: acabar com os focos terroristas no país invadido pelo tio Bush. De fato, o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden já revelou que pretende se entregar ao exército norte-americano só para não ter que ouvir novamente o discurso do ex-marido da dona Marta...

terça-feira, janeiro 22, 2008

Antenados

Mesmo quem não gosta do MST deve admitir que, de vez em quando, o movimento tem algumas sacadas geniais. Essa história de invadir a fazenda do traficante Juan Carlos Abadia pode ser um grande factóide, já que o lugar fica, em grande parte, dentro de uma área de proteção ambiental - inviável à reforma agrária, portanto. Mas não dá para não reconhecer o senso de oportunidade dos sem-terra. Desde que essa história de Bolsa Família esvaziou a causa, é preciso criatividade para se manter na mídia...

Classificação S&P:
MST: sobe de "D" para "D+"

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Jornada sentimental

O lançamento de O Roteirista em Santos por muito pouco não foi feito debaixo d'água, tal a intensidade da chuva que abateu a minha querida e amada cidade natal. O clima, porém, esteve ruim apenas da porta para fora da Livraria Realejo, já que o evento foi superprestigiado, tanto pelos velhos e constantes amigos - agora com suas respectivas famílias -, como pela família e interessados em literatura (sim, eles existem!).

De quebra, ainda tive direito aos meus 15 minutos de fama, depois de ser entrevistado pela TV Tribuna, a afliliada da Globo no litoral paulista. Confiram!

domingo, janeiro 20, 2008

É hoje!

Convite O Roteirista Santos

Além do bate papo com o quase famoso autor de "O Roteirista", a livraria promete para a mesma data uma apresentação de jazz. Mais um motivo para os santistas deixarem o Faustão de lado e aproveitarem a rara presença na cidade da "grande revelação da literatura dos últimos tempos", como diria um apocalíptico...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Efeito Vinícius

Pode (e deve) ser coincidência. Mas o fato é que em todos os meses que tiro férias a Bolsa cai. É claro, a mídia golpista tenta esconder, inventando, desta vez, essa história de risco de recessão na terra do tio Bush. Não se deixe enganar! Você que se estrepou nesse começo de ano, relaxe. Estarei de volta logo depois do Carnaval...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Diversões eletrônicas

Pois bem, acredito que atingi aquele ponto crucial das férias em que começo a me dar conta de que não conseguirei fazer tudo o que gostaria. Estou longe de concluir a revisão do novo livro e mais lento ainda nas leituras. Para piorar (ou, quem sabe, justificar...) me encontro há quase uma semana no estaleiro por conta de alguma comida estragada.

A verdade é que acabo me dispersando facilmente dos objetivos. Por exemplo: o que era para ser uma simples atualização deste S&P acabou se transformando em um post de teste para um novo programa que instalei, o Windows Live Writer. Isso depois de várias horas entre a descoberta do programa, o download, a instalação e a configuração, até chegar a este texto.

Devo dizer, o programa é legalzinho, mas até agora não parece ter compensado o investimento do meu precioso tempo...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Tempo, tempo, mano velho

Outro dia minha amiga Tilda escreveu um post sobre aquelas mudanças típicas de comportamento conforme o passar da idade. À lista de atitudes ranzinzas que ela criou eu acrescentaria "reclamar dos vizinhos".

Depois de viver cinco anos em uma barulhenta república, chegou a minha vez de sentir na pele, ou melhor, nos ouvidos, o incômodo de ter uma universotária no andar acima do meu. Na última quinta-feira, ela acordou metade do prédio onde moro durante uma briga com o namorado.

Entre a interminável coleção de palavrões direcionados ao dito cujo, a vizinha escandalosa ainda acusou o pobre de não estar, como diria... na sua melhor forma sexual. É claro que, às cinco da manhã, ela foi bem mais franca e direta, o que tornaria a coisa até divertida em outros tempos. Agora, com o peso dos meus 30 anos, restou-me apenas ficar indignado e relatar o fato à sindica - omitindo os detalhes sórdidos, pois não tenho toda essa intimidade com ela...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Pílulas das férias

Capitalismo subterrâneo
O asséptico prefeito Kassab bem que podia estender a tal da lei cidade limpa para debaixo da terra. Mais precisamente no metrô, que a cada dia polui mais a visão dos passageiros com propaganda. Você sabe que alguma coisa está errada quando até as catracas das estações são “patrocinadas”.

Filmes
Tenho assistido a alguns filmes, mas não sei se farei uma crítica mais aprofundada, dado que os posts sobre cinema não costumam fazer muito sucesso aqui neste S&P. Por enquanto, fiquem com a minha classificação:

A Vida dos Outros: “A”
Jogo de Cena: "A"
Meu nome não é Johnny: “B+”

Vacinas
Nesta semana, o André tomou a segunda batelada de vacinas: a tetra, a da pólio e a do rotavírus. As reações não foram nada boas. O pequeno passou dois dias com febre e ontem começou a vomitar. Mas hoje acordou mais bem disposto. Tomara que o pior tenha passado.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

O Roteirista em Santos


O bom filho à casa torna. Neste dia 20 de janeiro, um domingão, a partir das 18h (depois da praia, portanto), venha bater um papo com o autor de O Roteirista na Livraria Realejo (Av. Marechal Deodoro, 2 - pertinho da Praça da Independência), em Santos.


segunda-feira, janeiro 07, 2008

Momento Ouvidoria

Tem coisas que só um banco completo faz por você. Vejam só: ao efetuar o pagamento do meu IPVA, na sexta-feira, fui premiado com o bloqueio total da minha conta corrente.

A saga começou quando tentei cumprir com minhas obrigações de contribuinte por intermédio do site do banco, operação negada porque tal serviço precisaria ser desbloqueado no “Fone Fácil”.

“Fodeu”, pensei. Eu fujo de uma central de telemarketing como o diabo da cruz. Mas era ou isso ou encarar a já clássica fila quilométrica da agência mais perto de casa. Como estou de férias, não tenho como desfrutar da comodidade do posto situado dentro da firma (comodidade uma ova, o posto é tão ruim ou pior que uma agência, mas deixa pra lá...).

Resolvi, então, me despir do preconceito (que bela frase...) e ligar no tal Fone Fácil. Depois de ouvir 850 opções que não me interessavam, finalmente foi atendido por uma funcionária:

- Alice Camila, Fone Fácil, bom dia!
- Bom dia, Alice Camila. Gostaria de realizar o pagamento do meu IPVA, porque não consegui fazê-lo pela internet.

Bem, eu não falei assim, tão bonitinho. Mas a idéia foi essa. Decidi também poupá-los dos gerundismos das moças, que nem foram tantos, para minha surpresa.

- Eu falo com o senhor Vinícius?
- Hum hum...
- Por que o senhor não aproveita e se cadastra no nosso serviço SMS totalmente gratuito? O senhor passará a receber, sem custo algum, promoções e serviços do banco no seu celular, totalmente de graça...
- Camila, vou repetir: quero pagar o meu IPVA. Eu nem iria ligar pra vocês se esse serviço não estivesse bloqueado na internet.
- Se o senhor quiser desbloquear o serviço eu preciso transferir a ligação para outra atendente.
- E por quê?
- Eu não estou habilitada a fazer esse tipo de serviço, senhor. Quer que eu transfira?
- Não, não! Faça o pagamento, depois você transfere a ligação. Pode ser?

Pois bem. Depois de algumas dificuldades – Alice Camila não encontrava o número do renavam do carro no sistema – a operação foi concluída. Após mais uma proposta de incluir meu celular nas promoções do banco – totalmente gratuito e sem custos –, garantiu, ela finalmente me transferiu para a operadora que faria o desbloqueio do pagamento do imposto pela internet.

- Hellen Lúcia, Fone Fácil, bom dia!
- Puxa, todas vocês têm nomes compostos? – perguntei.
- Como disse, senhor?
- Esquece. A Alice Camila me passou para você. Quero fazer o desbloqueio da função de pagamento do IPVA pela internet.
- Deixe-me ver... Mas, senhor, no sistema consta que o senhor já efetuou o pagamento do IPVA.
- Sim, Hellen. O que eu quero agora é apenas desbloquear a função, para que, no ano que vem, eu possa pagar o meu IPVA pela internet.
- Oh, sim... Para isso eu preciso confirmar alguns dados pessoais, tudo bem?
- Claro.
- Data de nascimento?
- 1º de dezembro de 1977.
- Nome da mãe?
Depois de falar o nome de minha mãe, ela me pediu “um momento”.
- Senhor Vinícius?
- Sim?
- O nome de sua mãe apresentou uma divergência.
- Divergência? Mas qual o nome aparece aí?
- Por questões de segurança eu não posso revelar. O senhor pode repetir o nome como consta no seu RG?
- Claro.

Assim, lá fui eu atrás do RG, apenas para confirmar o que já sabia: havia dito o nome de minha querida mãe corretamente. Com o cuidado de soletrar cada sílaba, repeti o nome para ela, que me pediu mais “um momento”.

- Senhor - ela disse, depois de quase dez minutos de espera. - Realmente consta uma divergência no nome de sua mãe e, por motivos de segurança, sua conta corrente foi bloqueada até que o senhor regularize a situação.
- O QUÊ? BLOQUEADA? VOCÊ FICOU LOUCA, MINHA FILHA?
- Essa é uma medida de segurança, para preservar a sua própria segurança, senhor.
- Mas que culpa eu tenho se na porra do cadastro de vocês o nome da minha mãe está errado? Como é que eu faço pra desfazer essa merda?
- Somente o gerente da sua agência pode rever o desbloqueio, senhor. Algo mais em que possa ajudá-lo?
- Claro que não! Até porque minha conta está bloqueada, você não ia poder fazer nada mesmo!
- Ah é... O banco agradece a sua ligação. Tenha um bom dia...

No instante seguinte, descarreguei todo o meu estoque de palavrões, mas creio que Ellen Lúcia não chegou a ouvi-los. Por sorte, não precisei me deslocar até o posto do banco no trabalho, o gerente conseguiu resolver a pendenga pelo telefone. Ou pelo menos disse que resolveu. Farei o teste logo mais, no caixa eletrônico.

E o pior: a tal "divergência" alegada pela operadora, segundo o gerente, não passava de uma letra abreviada, o P de Pinheiro.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Feliz ano velho

Daqui do alto das minhas férias em casa, achei até barata a conta que o governo apresentou para compensar a perda da arrecadação com o fim da CPMF. O que eu não agüento mesmo é esse papinho da oposição de que foi traída. Ora, pode-se acusar o Companheiro Lula de muitas coisas, mas quem elevou a carga tributária brasileira para os patamares absurdos de hoje foram justamente os tucanos e os demos.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Para ler nas férias

O significado da palavra férias mudou muito desde a chegada do André. Com a planejada viagem à Europa adiada por tempo indeterminado, não me restou muito além de curtir as opções culturais da cidade nos próximos 30 dias. O problema é que a programação nesta época do ano, a começar pelas salas de cinema, costuma privilegiar a criançada.

Não se trata de uma reclamação. Curtir o filhote em tempo integral é a maior recompensa que poderia desejar depois de um ano tão produtivo como 2007. Além do mais, tenho uma estante cheia de livros a minha espera. Separei dois deles para ler nas férias:

- Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño
- Todos os Nomes, de José Saramago

Se conseguir chegar ao final de um deles já me darei por satisfeito, até porque também pretendo usar o tempo livre para concluir a revisão do sucessor de O Roteirista. A conferir.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Achada

Não foram poucos os leitores que me cobraram uma análise mais aprofundada do ensaio fotográfico de Juliana Knust na Playboy de dezembro. O problema é que, desta vez, nenhuma edição da revista veio acidentalmente parar em minhas mãos. Porém, me sinto confortável para atribuir um rating à moça, pois já conhecia o conteúdo do material apresentado na publicação. Não, eu não peguei a Juliana Knust. Se isso tivesse acontecido, a uma hora dessas o mundo inteiro já saberia da façanha...

Na verdade, antes da Playboy a atriz já havia mostrado seus dotes no filme Achados e Perdidos, um daqueles filmes brasileiros novos, mas feitos à moda antiga, se é que vocês me entendem. E a atuação da atriz, se é que vocês me entendem, foi muito boa...

Classificação S&P:
Juliana Knust: "A"

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Vesperal matutino

Trabalhar na véspera de Natal é, no mínimo, estranho. Há um certo clima de anarquia no ar, como se a gente pudesse escrever qualquer coisa. Pelo menos por um dia a Agência Estado vira uma espécie de S&P...

Agora, sem hipocrisia: Feliz Natal a todos!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Questão subjetiva

Reproduzo aqui, da maneira mais aproximada possível, o diálogo com um de meus poucos leitores, que por acaso trabalha comigo. Ele não conhecia minha veia literária, tampouco este S&P. A conversa aconteceu num encontro casual nos corredores da redação:

- Legal aquele teu blog – ele disse. – Bem divertido e tal, mas...
- Mas...
- Nada, esquece. É bem legal – falou, tentando escapar.
- Como assim? Você ia dizer algo! Eu sei, o layout está um pouco desatualizado, né?
- Não, não é isso. É sério, foi uma bobagem. Estou meio atrasado. A gente se fala e...
- É essa mistura de sexo e política, tenho certeza! Quer dizer, tem pouco sexo e muita política, eu sei. Toda vez que tento corrigir isso acontece...
- Olha, o conteúdo é bom – ele interrompeu. – No seu livro com certeza tem mais sexo. E nenhuma política, é verdade. Mas a proposta do blog é diferente, eu entendi. Foi uma questão mais subjetiva que me incomodou.
- Subjetiva? O que há de subjetivo no S&P?
- Nada. Esse é o problema.
- Sei – concordei, confuso.
- Não, é sério. Eu li e me diverti com o blog, mas ele não parece, como posso dizer, um blog de escritor.
- Um blog de escritor? E como é um blog de escritor? – indaguei, curioso e perplexo.
- Não sei. Por isso não queria dizer nada. Só sei que não é como o S&P.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Complete o post

Dando seqüência à mesopotâmica campanha Onde está O Roteirista, na semana passada encontrei dois exemplares da obra-prima de Vinícius Pinheiro - devidamente escondidos do público, é claro - na livraria da estação Barra Funda. Na ocasião, aproveitei a movimentação do lugar para posicionar um deles na bancada principal, logo acima de um livro de auto-ajuda qualquer.

Pois bem, na volta à livraria uma semana depois encontrei apenas uma edição de O Roteirista. O que me leva a duas conclusões possíveis: ou o descuidado balconista posicionou os livros em locais diferentes ou provavelmente o outro exemplar do romance foi...

terça-feira, dezembro 18, 2007

Propaganda enganosa

Na escassez da programação da TV a cabo – ainda mais no meu pacote pão-duro da TVA –, precisei aguardar mais de um mês para assistir à estréia de Árido Movie, ontem, no Canal Brasil. Quem como eu assistisse à chamada acreditaria que se tratava de um road movie de comédia, pois todas as cenas remetiam à tríade formada pelo “núcleo maconheiro” da trama. Além da propaganda, sabia apenas que o diretor da película era o Lírio Ferreira, do bom Baile Perfumado - que também assisti na televisão (Bandeirantes, acho).

Para minha decepção, o filme se propõe a ir muito além disso. Decepção porque considero esse o grande problema do cinema nacional: o excesso de pretensão. Pois bem, a trama parte da história do repórter do tempo – daqueles que ficam na frente do mapinha animado – que volta à cidade natal para o enterro do pai. No caminho, encontra os amigos maconheiros que dominaram as chamadas do Canal Brasil e outros tipos típicos do Nordeste.

Seria um prato cheio para uma boa comédia se o diretor não desejasse usar a história para “discutir os problemas do Brasil”. A partir de então, passamos a nos deparar com os contrastes de um País que espalha antenas de celular pelo sertão e vira as costas para o problema da seca. A falta d’água, aliás, é a chave que abre as portas de todas as tramas. Genial, não?

Não, uma grande chatice. Se na primeira metade a história prende, até porque você, telespectador desavisado, se agarra à esperança de que a comédia irá prevalecer, na segunda hora o filme se enrola de uma tal forma que não resisti a algumas zapeadas de canal, só para me certificar de que não havia nenhuma reprise de De Volta Para o Futuro em algum outro canal.

Por conta dos vários momentos em que deixei de prestar atenção, não sei dizer se os vários e grotescos erros de gravação que colecionei eram de fato inadvertidos ou, de alguma maneira, faziam, ou tentavam fazer parte da trama.

Ao final, Árido Movie me ensinou apenas uma lição: não se baseie apenas na propaganda do canal de televisão antes de assistir a um filme.

Classificação S&P:
Árido Movie: “B-”

Canal Brasil: cai de "A" para "A-"

domingo, dezembro 16, 2007

Jingle Bells

Pela escala de plantão de fim de ano, consegui escapar do ano novo e, de quebra, vou emendar a semana de folga com as férias. Nada mal, não? Para compensar tamanha benevolência, a firma me colocou para trabalhar em plena terça-feira, dia 25, pela manhã. Será que encontrarei vestígios de Papai Noel pelas ruas desertas?

P.S.: Por falar em plantão, adivinhem onde estou enquanto atualizo este blog...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Onze e meia

Como quem não quer nada, mandei uma sugestão de pauta sobre o lançamento do meu livro para o Programa do Jô. Bem, se a resposta não foi a mais animadora, valeu ao menos pelo beijo do gordo...

De: jo@globo.com
Para: mim
12 dez (2 dias atrás)

Estaremos avaliando a sua sugestão. Obrigado pela sua participação e continue nos escrevendo. Um beijo do gordo!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

...And I feel fine

Espere aí! A CPMF foi derrubada e o mundo não acabou? Pois é. Uma pena um assunto tão delicado ter sido tratado de forma apocalíptica pelo governo. O Companheiro Lula e seus asseclas cometeram erros, sem dúvida. Mas a principal responsável pela derrota foi a oposição – mais notadamente os tucanos –, que fingiu de forma descarada estar disposta a negociar quando, na verdade, não mudaria o voto nem que a vaca tossisse. E, acreditem, ontem a vaca tossiu no Senado.

Classificação S&P:
Lula: cai de "B-" para "C+"

quarta-feira, dezembro 12, 2007

No sangue

São Paulo, tarde de terça-feira. Nada como uma conversa para amenizar o difícil e congestionado percurso entre o Hotel Renaissance (quase o meu segundo local de trabalho) e a redação. O taxista bem que se esforçava, mas o interlocutor, sentado no banco do passageiro invariavelmente com um ar blasé, insistia em não colaborar. Depois de esgotarmos os temas básicos, como trânsito e meteorologia, passamos vários minutos do trajeto em silêncio. Até ele voltar a puxar papo:

- Já viu o estado desse Elevado? Vai acabar com o pessoal da São Silvestre.

- É verdade – eu respondo, sem dar bola e com o mau humor característico de quando estou a trabalho.

- Você não tem cara de quem corre.

- Acertou. Fico cansado só em falar nesse assunto.

- Esse ano eu não vou – ele prosseguiu, sem se dar conta da indireta. – Pra correr a São Silvestre é preciso estar preparado. Com todo o respeito, quando eu corro é pra valer. Não vou fazer palhaçada pra aparecer na TV.

- Sei – me rendi. – Tenho umas amigas que vão participar. Elas são loucas por esse negócio.

- Corrida é pra quem é louco mesmo. Está no sangue – ele falou, batendo forte nas veias do braço esquerdo cuja mão segurava o volante.

- É, acho que não está no meu – eu disse, olhando para o meu próprio braço em repouso.

- Tem gente que gosta de correr, tem gente que gosta de ler. Aposto que você gosta de ler.

Ele finalmente chegou aonde eu queria.

- Não só de ler como de escrever. Inclusive acabei de lançar um livro! – me empolguei.

- Eu não gosto de ler. Você devia tentar o tênis – desconversou.

“Espere aí!”, eu queria dizer. “Você está falando com um escritor, meu chapa! UM ESCRITOR!!!” Mas não adiantava. Como ele próprio disse, devia estar no sangue.

- Tem razão - respondi, depois de pensar um pouco. - Acho que vou tentar o tênis.

domingo, dezembro 09, 2007

Não-ficção

Da série: “agruras de um escritor”:

Resolvi tirar a tarde de sábado para um passeio rápido pelas livrarias da Paulista. Não queria perder a oportunidade de conferir O Roteirista na prateleira dos lançamentos, ombro a ombro com os mais vendidos, os cultuados, os clássicos... Afinal, eu era um escritor publicado por uma das maiores editoras do País. O momento era meu, sem dúvida.

Pouco antes de sair de casa, fui abatido por um estranho temor: e se, de repente, me reconhecessem em plena livraria? Quero dizer, não gostaria de ser flagrado lambendo a cria assim, em público. Não pegava bem para um escritor do meu nível. Eu já podia me ver cercado de pessoas, algumas com caneta na mão, em busca de um autógrafo da mais nova promessa da literatura nacional.

Seria interessante, embora meu desejo, de verdade, fosse apenas observar, se possível de longe, a reação das pessoas ao folhear as páginas do livro. Algumas delas o rejeitariam de cara, talvez pelo conteúdo um tanto pornográfico, ou pela falsa auto-indulgência do autor na apresentação da orelha. Tinha certeza, porém, que muitas outras nutririam uma certa simpatia e acabariam por levar um exemplar debaixo do braço em direção ao caixa.

Para evitar ser reconhecido por algum fã mais exaltado, adentrei à livraria portando meus famosos óculos para pautas jornalísticas e direção noturna, no melhor estilo Clark Kent. Não esperava encontrar O Roteirista logo na prateleira principal, mas algo dentro de mim alimentava essa expectativa. E, céus, se isso acontecesse, não seria capaz de me conter. Tomaria um exemplar em minhas mãos e daria no pé, sem me preocupar com as câmeras de segurança ou alarmes. Ninguém conseguiria nos agarrar...

Seria uma história com final feliz, mas tão irreal quanto a minha grande obra de ficção. A dura realidade era que O Roteirista não aparecia em exibição não só na prateleira principal como em nenhuma das outras dez ou quinze prateleiras daquela enorme livraria que, no passado, abrigou um cinema.

Devia haver algum engano, na certa, pois vários de meus "colegas" de Safra XXI, inclusive aqueles lançados há mais tempo, encontraram seu espaço de destaque. Como numa trama macabra, sentia-me como a donzela indefesa prestes a ser assassinada de forma brutal, sem entender como aquela que deveria ser uma das principais estréias da literatura nacional estava fora do alcance da maioria de seus potenciais leitores.

Após uma intensa e desagradável procura, cheguei a uma estante empilhada de livros com o rótulo “literatura brasileira”, de onde só se podia ver os títulos pela lombada. Foi lá que, caprichosamente posicionado ao lado de outros escritores com o sobrenome com a inicial “P”, encontrei o exemplar único de O Roteirista.

Solitário, indefeso e, pior, invisível, senti pela primeira vez o amargo gosto do fracasso literário escorrer pela garganta. Eu sabia que o livro só ganharia adeptos entre a multidão que lotava a livraria se estivesse em exposição como os demais. Foi quando tive a brilhante, embora previsível idéia de colocá-lo por conta própria em uma das prateleiras de destaque.

Pôr o plano em prática não foi tão simples. Era preciso executar a missão sem correr o risco de ser apanhado. O problema é que todos pareciam me observar, não como quem reconhece um escritor, e sim um trapaceiro. Com um pouco de astúcia e perícia, posicionei o livro em uma prateleira intermediária, acima de um Borges reeditado pela Companhia das Letras – e com todo o destaque do mundo. Logo depois, subi um lance de escadas e, da seção de livros de arte, pude enfim dar seqüência a minha intenção original de observar como as pessoas reagiam diante de minha obra.

Imaginava que o livro seria descoberto pelo primeiro cliente mais atento, mas depois de uns quinze minutos sem que ninguém sequer chegasse perto da prateleira – apesar da livraria cheia – decidi dar uma volta para relaxar. Acabei me distraindo na seção de CDs clássicos e de jazz, onde fiquei por cerca de meia hora. Mas parte de meus pensamentos ainda permaneciam no livro e no estranho que o levaria para casa, ou quem sabe o daria de presente para alguém. Tinha absoluta certeza de que O Roteirista não estaria mais no lugar quando voltasse.

E não estava mesmo! Um livro vendido em meia hora, seria esse um prenúncio do sucesso? Eu já começava a imaginar meu nome na lista de best sellers quando notei que, logo abaixo de um dos exemplares da pilha do Borges, uma pequena fagulha cor-de-rosa brilhava na minha direção. Não podia ser! Era o meu filho único que jazia quase morto, sufocado pela Biblioteca de Babel e outros contos geniais do escritor argentino.

Para ter parado ali, O Roteirista deve ter sido manuseado por várias pessoas, o que não era de todo ruim, eu pensava, tentando me conformar. De fato, o livro chamava a atenção, nem que fosse para uma rápida olhadela, seguida de um desprezo desmesurado que o levou a ser engolido mais uma vez.

Quem sabe seja esse mesmo o destino de meu romance? Perder-se em meio a títulos mais badalados, ou melhor divulgados, ou melhor escritos, ou os três ao mesmo tempo...

A visita à livraria só não me tirou a convicção de que, por mais isolado e escondido que esteja, o livro chegará às mãos das pessoas certas. Se é que já não chegou. Por via das dúvidas, reposicionei O Roteirista em destaque acima dos livros de Borges antes de voltar para casa.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Semana cheia

Para os amantes da economia e do mercado financeiro, aqui segue a lista dos principais eventos e indicadores previstos para a próxima semana. Só para que não venham reclamar caso não tenha tempo para atualizar este S&P:

- Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central dos EUA (ao contrário daqui, lá os juros devem cair);
- Votação da CPMF (duvido que aconteça, mas vá lá..);
- Divulgação do PIB do 3º trimestre (mais conhecido como o "espetáculo do crescimento");
- Ata da reunião do Copom (as desculpas esfarrapadas do BC sobre por que os juros continuam nas alturas).

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Nome aos bois

Muito se engana quem pensa que fiquei decepcionado com a absolvição de Renan Calheiros pelos coleguinhas no Senado. O resultado era mais do que esperado. Sinto apenas não ter como saber como votaram nossos nobres parlamentares. Por via das dúvidas, admiro a coragem (ou falta de vergonha na cara, como queiram) daqueles que declararam publicamente apoio ao ex-presidente do Senado. Mas isso não se aplica ao vira casaca do Mercadante!

Em tempo: o placar de ontem (48 votos contra a cassação e 29 a favor) foi bom para Renan, mas seria insuficiente para o governo aprovar a prorrogação da CPMF. Com um agravante: a votação desta vez não será secreta.

Classificação S&P:
Renan Calheiros: permanece com "C". Apesar de ter se salvado, perdeu a presidência do Senado.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Furo

Tem muita gente na imprensa torcendo para que a votação da prorrogação da CPMF se arraste o máximo possível. Do contrário, o que será da cobertura jornalística ate o fim do ano?

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Segunda

O fim de semana futebolístico não poderia ter sido melhor para um são-paulino. Nem mesmo o mais otimista entre os pentacampeões brasileiros imaginaria que um dia assistiria ao rebaixamento do Corinthians e a desclassificação do Palmeiras da Taça Libertadores, em uma só tacada...

Classificação S&P:
Corinthians: cai de "D" para "D-" (só volta para o "D" quando e se voltar da Segundona...)
Palmeiras: cai de "C-" para "D+" (desse jeito em breve fará companhia ao rival...)
São Paulo: A+ (o melhor time do Brasil permanece com a nota máxima)

sexta-feira, novembro 30, 2007

Meus 30 anos

O diretor de redação da AE foi feliz ao resumir a semana do escriba deste S&P:

"Lançamento de livro, aniversário... só faltou comprar ações da BM&F, hein?"

Para informação do leitor: os papéis da Bolsa de Mercadorias e Futuros dispararam 22% no primeiro de negociação.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Entrelinhas

Eu bem sei que o leitor deste S&P não agüenta mais falar de O Roteirista. Prometo voltar o quanto antes para assuntos mais interessantes, como a prorrogação da CPMF... Mas não pude resistir a mais um comentário quando li no Estadão de hoje que o lançamento do livro da jornalista, escritora e deusa Mônica Veloso atraiu menos de cem pessoas. Certamente um público menor do que o da noite de autógrafos do futuro best seller de Vinícius Pinheiro...

Classificação S&P:
Mônica Veloso: cai de "A" para "A-"

quarta-feira, novembro 28, 2007

Obrigado

Escrevo hoje apenas para agradecer a todos os que compareceram ao lançamento de O Roteirista. A julgar pelo meu punho direito em frangalhos de tanto assinar livros, a noite de autógrafos foi um sucesso. Quero deixar registrado aqui que o reencontro com os amigos, alguns recentes deste S&P, e outros de longa data que nem sequer sabem da existência deste humilde blog, valeu tanto quanto minha realização literária. Isso sem falar no aniversário de três meses do André, completados no mesmo dia e devidamente celebrados ontem na Livraria da Vila.

E antes que me perguntem, vou, sim, plantar uma árvore. Mas tudo a seu tempo, por favor...

terça-feira, novembro 27, 2007

É chegada a hora

Caso o convite abaixo esteja ilegível, o lançamento de O Roteirista, a (por que não?) obra-prima de Vinícius Pinheiro, acontece neste dia 27 de novembro (terça-feira), a partir das 18h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena).


Clipping

Quem tiver um Estadão por perto, não deixe de conferir o Caderno 2 de hoje, que traz na página 3 uma entrevista imperdível com o autor de "O Roteirista". O livro também foi objeto de reportagem de Folha On Line. Confiram!

Vida de repórter

Incrível. No histórico dia do lançamento do meu livro, me escalam para cobrir uma coletiva de representantes da associação de bancos de Luxemburgo. Alguém se habilita para ir no meu lugar?

quarta-feira, novembro 14, 2007

Plastic Ono

Será que ninguém mais além de mim está farto de ouvir falar da Yoko Ono? Não agüento mais os intermináveis debates sobre a (ir)relevância da obra da senhora John Lennon que inundam a imprensa. Mas o pior mesmo são as viuvinhas dos Beatles, que por falta de coisa melhor pra fazer ainda a culpam pelo fim da banda. Pelamordedeus, isso aconteceu há 37 anos!

Classificação S&P:
Yoko Ono: "C" (espero que este seja o primeiro e último post sobre ela)

terça-feira, novembro 13, 2007

Nas bancas

Quem quiser saber tudo sobre previdência privada pode comprar a próxima edição da revista Estadão Investimentos, que sai em dezembro. Essa bendita matéria é a razão deste S&P andar às moscas ultimamente...

quinta-feira, novembro 08, 2007

Caras de pau

Já tem tucano dizendo que a descoberta da maior reserva de petróleo do País, anunciada hoje pela Petrobras, foi apenas mais um fruto da brilhante gestão FHC colhido no governo Lula...

terça-feira, novembro 06, 2007

Marquem na agenda

Agora é oficial! O Roteirista, a já aclamada obra-prima de Vinícius Pinheiro, terá noite de autógrafos no dia 27 de novembro, na Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena). Na mesma ocasião será comemorado o aniversário de três meses do André. Não percam (e reservem uma graninha pra comprar o livro!). Quem quiser receber o convite em casa pode me mandar um e-mail (vipinheiro@gmail.com).

quinta-feira, novembro 01, 2007

Gênios da raça

Tucano é um bicho estranho mesmo. Um partido formado em sua maioria por burocratas bem intencionados, mas sempre burocratas. Um belo dia, um deles teve uma idéia brilhante: abrir as escolas públicas nos finais de semana para promover atividades culturais e esportivas. O burocrata tucano imaginou que aproximar a comunidade da escola contribuiria para reduzir os índices de criminalidade, em especial nas regiões mais pobres. Não poderia estar mais certo.

Mas eis que em outro belo dia, outro burocrata tucano bem intencionado achou que precisava cortar os custos da inchada máquina pública. E arbitrariamente escolheu como um dos alvos o Escola da Família. Resultado: redução pela metade do orçamento do programa.

Um dos alvos da bestialidade tucana, sob o comando do “estadista” José Serra, foi a escola estadual que fica na frente de casa, agora devidamente lacrada nos sábados e domingos. Uma pena, pois já estava acostumado a despertar aos sábados com o barulhinho que as crianças, ansiosas, faziam enquanto aguardavam pela abertura dos portões, sempre às 9 horas. No lugar delas, agora jaz um cartaz em papelão emporcalhado - uma espécie de símbolo da falência do poder público.

Classificação S&P:
José Serra: rebaixado de “C+” para “C-”

quarta-feira, outubro 31, 2007

Lula 2014

Já andam dizendo por aí que a Fifa é petista. Segundo a teoria da conspiração, a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 não passa de um complô esquerdista para levar Lula de volta à Presidência. Se é que ele vai mesmo largar o osso em 2010, o que este S&P só acredita vendo...

terça-feira, outubro 30, 2007

Cáustico

Enquanto a qualidade do leite segue sob desconfiança geral, o pequeno André - que completou dois meses no último sábado - ri à toa, pois possui um fornecimento exclusivo e com procedência garantida...

segunda-feira, outubro 29, 2007

Cidade dos Tiras

Na última sexta-feira, deixei de ser um dos três ou quatro terráqueos que ainda não assistiram ao filme Tropa de Elite. Relutei muito em escrever algo sobre o assunto, já que nada do que disser será novidade para você, antenado leitor deste S&P. Porém, pensei que alguém talvez quisesse saber minha opinião sobre a polêmica película. Então lá vai a nota. Logo abaixo detalho os por quês:

Classificação S&P: “A-”



Duro de roer
Uma avaliação simplista diria que Tropa de Elite é uma espécie de Cidade de Deus na versão dos tiras. Uma análise detalhada confirma essa impressão. O que não chega a ser um demérito, já que o trabalho de Fernando Meirelles foi a melhor coisa que o nosso cinema produziu em muito tempo.

Como toda produção hollywoodiana, o filme é um primor em termos técnicos, da trilha sonora nervosa do Tijuana na abertura às cenas ultrarealistas de incursão nas favelas. Porém, não há muita história além das agruras do Capitão Nascimento (em negrito, por respeito...) em busca de um substituto.

"Tu é moleque!"
Mas quem quer saber de enredo quando você tem nas mãos alguns dos melhores bordões e cenas de ação do cinema nacional em todos os tempos? A discussão sobre o fato de o filme pôr nas costas dos usuários a responsabilidade pelo problema do tráfico de drogas é o de menos. Tropa de Elite é diversão pura, e o lugar para esse tipo de blá blá blá não é no cinema, ainda mais em uma produção desse naipe. Ou você já viu alguém discutir terrorismo nos EUA em cima de um episódio de 24 horas?

Oscar
Com seus defeitos e virtudes, Tropa de Elite era nossa única chance real de conquistar o tão sonhado prêmio da academia norte-americana de cinema. Mas em vez de indicar o filme de José Padilha, fizeram o grande favor de colocar na disputa o insosso O Ano em que meus pais saíram de férias. Tá certo, o filme é bonitinho e bem feito, mas foi, no mínimo, superestimado.

Elenco feminino
Enquanto todos ficam exaltando a atuação do Wagner Moura, este S&P estava mais preocupado em conferir os dotes do elenco feminino, encabeçado por Fernanda Machado. Infelizmente, pouco mais do que seu belo rosto aparece na película. De um modo geral, o pequeno batalhão de atrizes, que conta ainda com Maria Ribeiro e Fernanda de Freitas, está de parabéns, embora pudesse ser melhor “explorado” pelo diretor...

sexta-feira, outubro 26, 2007

Lona

O ritmo da internet às vezes me deixa um pouco desorientado. São tantas as novidades e tendências que a cada dia vejo menos razões para atualizar este velho e surrado blog. Mas, de alguma fora, sinto-me compelido a fazer parte desse circo, ainda que esteja destinado a fazer o papel do palhaço que, em vez de fazer rir, assusta as crianças no picadeiro.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Batalha de modelos

A notícia de que o rato de praia Aécio Neves - que nas horas vagas ataca de governador de Minas Gerais - deseja juntar seus trapinhos com a Miss Brasil Natália Guimarães acirra a disputa para a vaga de primeira-dama em 2010. Até o momento, quem domina o posto nas pesquisas do Instituto S&P é a atriz Patrícia Pillar, a senhora Ciro Gomes.

Classificação S&P:

Aécio Neves: leva um "B-" pelas conquistas "extra-políticas"
Ciro Gomes: ganha um "C+" por ter a melhor primeira-dama
Natália Guimarães: "A-" (ainda prefiro a Patrícia Pillar)
Patrícia Pillar: "A" (ainda penso nela naquele papel de sem-terra em alguma novela dos anos 1990...)

terça-feira, outubro 23, 2007

Bananas

Ah, como eu adoro o nosso Senado! Em mais um exemplo de trabalho pesado, os nobres parlamentares decidiram livrar hoje o colega Eduardo Azeredo da investigação do mensalão tucano. E não foi só isso. Já que o clima era de indulto geral, a mesa diretora aproveitou para congelar um nos "ene" processos que correm contra o pai do filho da Mônica Veloso, também conhecido como Renan Calheiros. Depois da faxina, o picadeiro ficou pronto para a aprovação da prorrogação da CPMF...

segunda-feira, outubro 22, 2007

O anti-oráculo

A vitória e o título de Kimi Raikkonen na Fórmula 1 me fizeram desistir de uma vez por todas de prever qualquer resultado esportivo. Minha aposta convicta era na conquista de Lewis Hamilton, que amerelou feio em Interlagos e ainda foi prejudicado por uma estratégia de corrida tosca da McLaren. E depois de tanta sorte há quem diga que o filandês da Ferrari era azarão...

Bem, antes que alguém pergunte, continuo acreditando que o São Paulo não vai deixar o título brasileiro escorregar por entre os dedos. Mas que fique claro que se trata apenas de uma torcida, e não de uma previsão...

Classificação S&P:
Kimi Raikkonen: o homem de gelo leva um "A-"
Lewis Hamilton: vai levar um tempo pra digerir a barbeiragem e ganha um "C+" de consolação

quarta-feira, outubro 17, 2007

Autran

Quando cheguei à redação sabia que não seria mais um sábado abafado e morno de plantão jornalístico. No dia anterior, morria o ator Paulo Autran, aos 85 anos. O corpo era velado na Assembléia Legislativa de SP e fui mandado imediatamente para lá.

De repente, lá estava eu urubuzando artistas e personalidades em busca de alguma frase de efeito que definisse o morto, que nos observava calmamente do caixão a poucos metros. Acompanhei o final da cerimônia e segui o cortejo até a Vila Alpina, do outro lado da cidade, onde o corpo foi cremado. Ao final, acho que fiz um trabalho razoável, embora medíocre, de todo modo.

Assim como o resto da torcida do São Paulo (a do Corinthians não freqüenta teatro), sou um grande admirador do trabalho de Autran, apesar de ter assistido a apenas uma peça (Visitando o Senhor Green), naquele esquema “preciso ver o velho em cartaz antes que seja tarde”.

Não vou ficar aqui me derramando em elogios que já foram proferidos com muito mais propriedade pelos amigos e colegas de profissão do mestre. Para mim, a grande lição deixada por Paulo Autran foi mostrar que é possível fazer o que se gosta, em qualquer tempo e sob todas as adversidades.

E, definitivamente, cobrir velórios não está entre minhas preferências.

Classificação S&P:
Paulo Autran: “A”

segunda-feira, outubro 15, 2007

Prelo

Fontes da editora Rocco asseguraram a este S&P que O Roteirista, romance de estréia do jornalista e modelo Vinícius Pinheiro, será lançado ainda este mês. A conferir...

quinta-feira, outubro 11, 2007

Dilmão ganha todas

É duro reconhecer, mas o leilão de concessão de rodovias federais foi um sucesso. Houve competição e o preço dos pedágios que serão cobrados nas estradas privatizadas foi para o asfalto, com o perdão do inevitável trocadilho. Em algumas praças, vai custar menos de R$ 1,00. Enquanto isso, quem como eu pega o sistema Anchieta-Imigrantes para chegar às praias santistas precisa morrer com R$ 15,40 (valeu, tucanada!).

É claro que o preço baixo pode ser um tiro na culatra se as rodovias federais continuarem capengas. Mas até aqui o processo comandado pela ministra Dilmão Rousseff, que comprou briga com todo mundo e por pouco não põe tudo a perder, provou-se mais uma vez o mais correto.

Classificação S&P:
Dilma Rousseff: Dilmão se cacifa para concorrer à Presidência e leva um "B-"

terça-feira, outubro 09, 2007

Questão de ordem

Se o senador Renan Calheiros deseja ser inocentado dos processos que recaem sobre ele, uma boa dica seria anexar aos autos do processo a Playboy da Mônica Veloso (haja negrito pra essa mulher...). Após ler (ler, sim, e daí?) a publicação que dava sopa pela redação hoje, não consegui deixar de sentir um pouco de inveja do ilustríssimo calhorda...

Outro dia

Ora, ora. Esqueçam o mau humor, ou a depressão pós-parto, como comentou a Rejane logo abaixo. Depois de uma segunda-feira típica, hoje pela manhã, quando estava pronto para mais um dia sem grandes emoções, eis que me chega à mesa a Playboy da Mônica Veloso. Não, é claro que a visão das belas curvas da minha colega de profissão não foi a única responsável pela minha melhora repentina. Mas pelo menos me fez lembrar daquele velho ditado que diz: nada como uma Playboy após a outra. Ou alguma coisa parecida...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Em branco

Falta de tempo para atualizar o blog não é privilégio deste que vos escreve. Mas nos últimos tempos me pego surpreendido sem ter o que dizer. Ou dizer de uma maneira que ninguém disse antes, o que no fringir dos ovos dá no mesmo. Desta forma, decidi revisar minha própria nota, depois do upgrade recebido em julho do ano passado, com a notícia da aceitação de O Roteirista pela Rocco:

Classificação S&P:
Vinícius Pinheiro (S&P): rebaixado de "A" para "B"

sexta-feira, outubro 05, 2007

Procura-se bar

Quem me conhece sabe que sou o tipo de cara meio recluso, mas não um ermitão. Por razões óbvias, não estou na fase de sair muito de casa, mas esse comportamento não foi motivado pelo nascimento do André. Faz tempo que não me deixo levar pela boemia, nem mesmo tenho vontade de sair de casa ou de esticar o trabalho em algum happy hour (que expressãozinha mais ridícula...). Alguns amigos com razão me cobram o velho Vinícius dos tempos dos bares em Santos, aquele que não fugia à luta quando via um copo cheio de cerveja sobre uma mesa.

Poderia alegar que, enquanto eles se divertiam e enchiam a cara nos últimos anos, eu permanecia em frente ao computador na companhia de uma xícara de café gelado, produzindo algumas das mais belas pérolas da literatura e que deram origem a O Roteirista... Isso se O Roteirista fosse de fato uma pérola literária, o que, convenhamos, não é o caso - apesar das qualidades inegáveis do romance, um dos futuros grandes lançamentos da editora Rocco.

A verdade pura e on the rocks é que desde que cheguei a Sampa ainda não encontrei um bar para chamar de meu. Opções não faltam, é verdade, talvez até me identificasse com algum deles se morasse mais perto.

Pensando bem, acho que o problema é esse: localização. A cidade de São Paulo, com suas intermináveis ladeiras, não permite que tipos como eu bebam à vontade e depois regressem cambaleando pelas ruas até chegar em casa. A opção seria tomar um táxi, mas o preço de uma corrida em bandeira 2 equivale a pelo menos quatro cervejas. Portanto, ou encontro um bar nas redondezas ou continuo a tomar minha cerveja de frente para a TV...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Sina

Matizes, o nome do novo CD do Djavan, não tem cara de nome de CD do Djavan?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Passo a passo

Achei no Youtube o curta Memórias Sentimentais de um Editor de Passos. O filme guarda algumas semelhanças com O Roteirista, em especial na figura do protagonista, em busca de uma história genial. Fica difícil saber quem veio primeiro, já que escrevi o livro em 2005 e o filme foi lançado no seguinte, um ano antes do aguardado romance. De todo modo, vale a pena dar uma olhada:


Classificação S&P:
Memórias Sentimentais de um Editor de Passos: "B+"

sexta-feira, setembro 28, 2007

Eleonora

Passei o crachá na entrada às 8h13. Mais dois minutos e estaria fora. Não, o chefe tinha mais com o que se preocupar além de controlar o horário de chegada e saída dos funcionários. Ele próprio chegava bem mais tarde.

Mas o chefe não precisava lidar com Eleonora, o nome que dei à pequena máquina que controlava a rotina no escritório. Nos encontrávamos quatro vezes ao dia, na entrada e na saída, antes e após o almoço. Ao final de cada mês, ela teimava em revelar os detalhes de minhas pequenas promiscuidades diárias.

Nossa relação teve altos e baixos, até que recebi o ultimato: mais um atraso e perderia o emprego. Sabia que não podia mais vacilar, estava sob o controle inflexível de Eleonora. Mas não hoje. São 8h13, e o som do pequeno bipe emitido por ela, como um orgasmo, depois que passei o crachá entre suas apertadas ancas, não deixava dúvida: ela me amava.

quinta-feira, setembro 27, 2007

30 dias

Hoje é dia de festa lá em casa. O André completa um mês de vida neste dia 27. Nem preciso dizer o quanto os papais de primeira viagem sofreram nesses trinta dias. Mas podem ter certeza que o choro, as fraldas sujas e as noites em claro não são nada perto da felicidade de curtir cada momento ao lado do pequenino...

terça-feira, setembro 25, 2007

Ame-o ou...

O Brasil é mesmo uma beleza, não? Enquanto o Companheiro Lula brinca de fazer discurso na ONU, a Bolsa bate novos recordes, a seleção feminina de futebol chega às semifinais da Copa do Mundo, a Câmara prorroga a CPMF... ops, foi mal!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Cascão fora

Minha mulher fez uma descoberta genial: reparou que na fralda da Turma da Mônica não aparece o desenho do Cascão! Devo dizer que o personagem nunca foi um de meus favoritos - não por não tomar banho, e sim por ser corintiano. De todo modo, não deixa de ser uma hipocrisia deixá-lo de fora das fraldas. Afinal, o que os bebês fazem com elas não deixa nada a dever a nenhum Cascão...

Classificação S&P:
Fralda Turma da Mônica: "C"
Cascão: cai de "B+" para "B-" (por coincidência, a mesma nota do Companheiro Lula...)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Da série: "Grandes Momentos da Imprensa"

Entrevistei nesta semana o Prêmio Nobel de Economia Harry Markowitz. É claro que você, caro leitor deste S&P, não deve ter a menor idéia de quem é o homem - hoje um senhorzinho com 80 anos que vive e dá aulas em San Diego, Califórnia.

Mas vamos lá: simplificando ao extremo a teoria - que eu nem me arriscaria em tentar explicar - basta dizer que Markowitz imortalizou o velho ditado: "nunca coloque todos os seus ovos numa cesta só". Ou seja, ele provou matematicamente que, ao diversificar as aplicações, você pode lucrar mais correndo menos riscos. É pouca porcaria?

quinta-feira, setembro 20, 2007

Best sellers

E atenção para a substituição nos livros de cabeceira de Vinícius Pinheiro, aos 29 do primeiro tempo:

Saem: William Faulkner, Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald
Entram: Tracy Hogg (Os Segredos de Uma Encantadora de Bebês) e Gary Ezzo e Robert Buckman (Nana Nenê)

terça-feira, setembro 18, 2007

Elefante

Imagino que o ex-soberano, líder supremo e gênio da raça Fernando Henrique Cardoso tenha mordido a fronha após saber do resultado da pesquisa Ipsos publicada no Estadão de domingo. Os dados mostram que a maioria da população (67%) acredita que o principal responsável pela estabilidade econômica é o Companheiro Lula. Apenas 7% dos mal agradecidos brasileiros lembraram dos longínquos tempos do tucano-mor como timoneiro do plano real.

Classificação S&P:
Companheiro Lula: “B-”
FHC: como ser supremo e gênio da raça, não possui classificação à altura

domingo, setembro 16, 2007

Há tempos

Muito bom o programa especial da Globo sobre o Renato Russo exibido na sexta-feira. Me fez lembrar, com saudades e um tanto de estranheza, o período em que fui seguidor da "religião urbana". O tempo passou, mas os versos de Renato continuam a povoar minha mente. Basta ouvir a melodia de alguma das canções da banda ao longe para que a letra me venha à mente, acompanhada sempre de uma passagem da minha vida. Ganha um doce quem adivinhar qual delas não me sai da cabeça desde o nascimento do André.

Classificação S&P:
Renato Russo: "A"

quarta-feira, setembro 12, 2007

Tributo a Renan

E deu Renan Calheiros! Quarenta senadores – por coincidência, o mesmo número de mensaleiros processados pelo STF – votaram pela absolvição do presidente da Casa, contra 35 a favor da condenação e seis covardes abstenções. Como tributo ao ilustre parlamentar, este S&P lhe dedica uma versão do célebre samba enredo da Mocidade Independente De Padre Miguel, campeã do carnaval carioca de 1990 – época em que Renan andava de mãos dadas com Fernando Collor. Dá-lhe Renan!

Ah, vira virou, vira virou
Renan Calheiros chegou, chegou
Virando nas viradas dessa vida
O Senado desmoralizou...

Classificação S&P:
Renan Calheiros:
sobe de “D” para “C”

terça-feira, setembro 11, 2007

Questão de justiça

Duas postagens no mesmo dia? Pois é, mas desta vez é só para indicar o blog Estrela Roubada, criado por torcedores do Internacional ainda inconformados pela perda do título brasileiro de 2005 para o Corinthians. Nem preciso dizer que este S&P está do lado dos colorados desde criancinha, ou melhor, desde 2005...

Lotação

O trem em que viajavam dois ministros foi atacado a tiros por traficantes no Rio. Também, com tanto ministro dando sopa por aí, cedo ou tarde um deles viraria notícia...

segunda-feira, setembro 10, 2007

A gente não quer só comida

Enquanto o André acumula anticorpos para enfrentar esse mundão em que nós o colocamos, o negócio é não sair de casa. Nesses três dias de fim de semana prolongado, pus o pé fora de casa apenas para dar uma rápida passada no supermercado. Foi lá que encontrei uma promoção muito bem bolada da Nestlé, perfeita para papais novatos como eu. A tradicional caixa de bombons veio acompanhada de um DVD com os melhores episódios da série Friends. O preço, com o perdão do trocadilho, é salgado: R$ 19,90. Mas para quem precisa de uma diversãozinha extra entre uma mamada e uma troca de fraldas, caiu como uma luva.

quinta-feira, setembro 06, 2007

O verdadeiro furo

Para este S&P, pouco importa se o senador Renan Calheiros será ou não cassado. Na verdade, eu gostaria até de agradecê-lo por ter revelado ao mundo as curvas da musa Mônica Veloso, que saem na íntegra na edição de outubro da Playboy...

quarta-feira, setembro 05, 2007

Imposto(res)

O governo tem feito tanto terrorismo com essa história da prorrogação (mais uma vez!) da CPMF, que só de birra comecei a torcer para que os aliados mensaleiros do Companheiro Lula se rebelem e votem contra o governo...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Unplugged

Alguém pode me explicar resumidamente o que aconteceu no mundo na última semana?